09/02/2009

Das coisas em que não se deve acreditar Parte III


Sábado, domingo, ele ligara durante todo o fim de semana, afim de “marcar território”, como ele mesmo dizia. Mesmo cansada do trabalho, ela se agitava inteira ao simples fato de poder escutar sua voz. Ele se transformara em puro carinho, e ela? Em pura confiança, energia, cheia de simples e contagiante VIDA. Segunda- feira, novo encontro. Seus amigos os olhavam com gigantesca alegria, animados com o que enfim havia surgido. Eles estavam juntos? Quase isso. Por enquanto, palavras e mais palavras dividiam os dois. Havia muita coisa a ser explicada, esclarecida. O muro que separava ambos, caía pedra por pedra, permitindo que aos poucos, suas mãos pudessem se buscar e se encontrar novamente. Eles se observavam, se estudavam, esperavam. Não existia pressa, apenas tempo. A vontade era uma só. Recíproca. Bastava apenas isso. A quarta-feira chegou, dando aos dois, um dia inteiro juntos. O dia deles. Viajariam com a turma. No ônibus, som alto, pura bagunça. Mas eles estavam lá, alheios ao alvoroço. A conversa entre os dois se tornara mais importante. Tudo estava se encaixando, voltando aos seus devidos lugares. E o lugar dela, era ao lado dele. Durante o dia, separaram-se diversas vezes, ela fora para a piscina e ele jogar com os amigos. Mesmo de longe, seus olhares por diversas vezes se encontravam, sorrisos se afloravam e seus corações ficavam mais leves. Estava feito. Nos momentos em que estiveram juntos, ele a abraçava de encontro ao seu peito e a embalava até que fechasse os olhos. Ela fingia dormir, aspirando seu perfume, seu cheiro. Torcendo para que esse momento demorasse uma eternidade. E que ela pudesse continuar a sentir-se segura, tanto era o carinho que nutria por ele. Na volta, deixaram-se seguir por último, mãos dadas, dedos entrelaçados. Fotos, muitas fotos levariam consigo. Marcavam o momento em que se tornaram inteiros de novo. Lado a lado, reviam cada pose, cada gesto, cada olhar, cada sorriso. Ele a beijara suavemente, afagando seu rosto. Ela fechara os olhos e sorrira. – Deixa eu cuidar de ti? Fora à pergunta que ele fizera em seguida. Ela respondera o abraçando forte e descansando a cabeça em seu ombro. – Te amo. Dissera ele em quase um sussurro. Os olhos dela encheram-se de lágrimas. Agora sim, eles estavam juntos. Inteiramente juntos, pelos menos, acreditavam nisso.


. By Texto: Kah

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