09/02/2009

Das coisas em que não se deve acreditar Parte II

Noite, sono agitado, ansiedade, gigantesca expectativa. Amanhecia, pressa em reencontrá-lo. Uma nova oportunidade surgia em sua vida, deixar-se apaixonar uma outra vez, pela mesma pessoa, o tempo não fora suficiente para aplacar aquele sentimento, ela o amava e escondia isso. Talvez por medo, insegurança. Felizmente ou infelizmente, ele estava de volta, de coração aberto, alma limpa, disposto a aceitá-los uma segunda vez. O reencontro, o melhor abraço, o antigo aperto no peito, a velha e reconfortante troca de olhares. O mesmo desejo, fazer dar certo. Ela transbordava de contentamento. Ele de estranha doçura. Era sexta feira, a mesma rotina, era dia de beber com os amigos. Sentaram-se lado a lado. Como de costume, ela pedira um refrigerante, e com surpresa ele fizera o mesmo. Ela o olhara em curiosidade. - Parei de beber. Respondera ele ao seu olhar. - Desde quando? Continuava a dúvida. - Desde o dia em que resolvi reconquistar você. Ela tentava disfarçar que os dava uma nova chance, em vão, já que sorria com os olhos. Os amigos prestavam atenção, sorrisos preenchiam os rostos em igual expectativa. Todos esperavam, ou melhor, torciam para que dessa vez fosse real. Ele mudara da água para o vinho, realmente disposto a fazer a diferença. Ela ainda espreitava receosa. Com medo de se magoar uma segunda vez. Havia sofrido o suficiente pra não deixar-se vulnerável de novo. Durante a conversa de fim de tarde, a troca de carinhos, conversa ao pé do ouvido. Pouco a pouco, seu coração se reabria, deixando-o fazer parte dela. O ombro dele tinha o encaixe perfeito para seu rosto, suas mãos afagavam gentilmente seus cabelos, enquanto ela parecia adormecer em seus braços. Estava de volta, seu porto seguro, quantas foram as vezes, que ela chegava em casa sentindo o cheiro dele preso em suas roupas, em seu próprio corpo. Agora ela podia se perder por inteira naquele abraço, o seu abraço. Um toque suave em sua bochecha, reabrira os olhos, para deparar-se com os dele, olhando-a como se deslumbrasse a pintura mais perfeita. O beijo leve em seus lábios surgira em seguida. Ternura, carinho, doçura, era o que ela se tornara. Ele sorria satisfeito, sem sequer desviar seu olhar do dela. Era ela, puramente ela.
E o misterio do titulo ainda continua..


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2 comentários:

Priscyla//_ disse...

*-*
até parecee amor perfeitoo !

Kah disse...
Este comentário foi removido pelo autor.