04/02/2009
























' Era noite, fazia frio. Cidade de interior. Crianças corriam alegremente em meio aos adultos que conversavam animados, dispersos pela praça. Jovens casais de enamorados uniam-se em abraços, deixando que a voz do vento entoasse sua canção. Lá no alto, bem alto mesmo, no topo, um ponto brilhante iluminou a todos. Uma imagem serena e distante. Uma silhueta feminina. Seus cabelos, da mais profunda negritude esvoaçavam suavemente, acompanhando a brisa fraca e entorpecente que afagava seu corpo gentilmente. Corpo esse, branco como a neve, quase infantil. Seu rosto insinuava a mais pura doçura, capaz de quebrantar qualquer coração entristecido. Silêncio. Respirações ausentes, expectativa. Quem era aquela pobre menina? Aos poucos, uma outra canção, longínqua, trazida pelo vento, adentrava na mente e no coração daqueles que admiravam ao espetáculo. A voz agradável entoava uma melodia triste, melancólica. Seus olhos, de um azul profundo, deixavam escapar uma lágrima solitária. Suficiente para gelar até a alma de quem assistia. Era admirada por todos, mas sempre estava sozinha. ' 

Um comentário:

Kah disse...

Pode copiar sim, claro, só queria te pedir uma coisa, coloca o link do meu blog? no meu nome? existem tantas "Kah" por aí.

Agradeço.

Beijo.