03/03/2009
























Deve ser porque toda menina sonha com o dia em que vai entrar vestindo branco, na igreja, vai ter o príncipe mais lindo à sua espera, vai dizer "sim" perante dezenas de pessoas, vai se afogar em arroz na saída, entrar num carro conversível e vai ter a melhor lua-de-mel de todos os tempos. Vai engravidar, ter filhos e continuar achando que o amor dorme ao seu lado toda noite. Até porque seria, teoricamente, "na alegria, na tristeza, na saúde, na pobreza, todos os dias das suas vidas, até que a morte os separe". Aí o tempo passa, tudo muda, o abraço muda, os beijos mudam e aí percebe-se que, pouco a pouco, o desgaste aparece: os dois não fazem mais amor, só se comunicam o necessário, os defeitos aparecem e as brigas surgem como num passe de mágicas. Resolvem, então, fazer mais uma lua-de-mel para mostrar que ainda são aquele exemplo de casal, que todos invejam, retornam e fica tudo lindo pelos próximos meses. Aí as brigas voltam, surgem diferentes defeitos - que se aliam aos outros -, novas cobranças e mais uma lua-de-mel. E o ciclo continua até que ambos tenham o bom senso de tirarem as fantasias e saírem do conto de fadas. Os dois têm de admitir que amor não é carregar nas costas um casamento infeliz apenas para não constar no cartório o status de divórcio. Amor é mais que isso. Amor é dormir e sonhar com alguém, é ouvir sinos durante os beijos, é tremer as pernas só em ouvir falar o nome, é entender, aconselhar, perdoar, amar independente de cor, raça, credo, ou o que os outros pensam sobre vocês. É felicidade, risada, carinho, cafuné, filmes de romance debaixo do cobertor.
Deve ser porque o grande problema da humanidade é não acreditar que esse sentimento existe, ou, quem sabe, não saber distingüir 'amor' de uma 
paixãozinha de esquina.


By Texto: Josi Keller

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