09/12/2010

Suficiente e Piegas

Era uma noite fria, a chuva bate na janela, o frio invade o quarto. Entre lençois macios a comtemplar a chuva, toco meus labios. Sinto falta dos seus beijos. Seu sorriso facil e seu abraço quente e confortavel.
Me pego pensando em qual exato momento deixei os muros cairem e você entrar. Tudo aconteceu tão silenciosamente. Como se fosse o certo e não ouvessem duvidas. Para falar a verdade, não queria pensar muito, não importa.
Fecho os olhos com um sorriso no rosto, o barulho da chuva no telhado era acolhedor. Mergulhei em sonhos. Era uma boa noite para sonhar.
Acordei lentamente. Era madrugada. A chuva havia parado, mas o clima e o cheiro de chuva persistia. Delicia!
Espreguiçei com um sorriso no canto da boca. Ouço um suspiro, abro os olhos e encontro os dele. Estava ao lado da minha cama. O olhava com um sorriso no rosto.
Continuou assim por um tempo, como se quissese dizer algo. Ele retirou a camisa social, aquela que eu tanto amava nele. A deixou no chão e a calça seguiu o mesmo destino, sem desviar o olhar do meu.
Ele afastou as cobertas para se deitar ao meu lado. Abri os braços. Ele se aconchegou e me puxou para seus braços. O abraçei como se precisasse de salvação enquanto ele afastava meus cabelos e acariciava minha nuca. Relaxante. Silêncio. Ouvia-se apenas as nossas respirações e o bater dos corações.
Que bom que veio. Falei em determinado momento. Não havia pressão, nem cobranças.
Senti falta do calor do seu corpo ele me disse, e seus dedos que subiam e desciam pelas minhas costas nuas demonstravam isso.
Um sorriso secreto curvou meus labios. Entrelaçei meus pés nos dele. Que bom que veio, repeti agora sonolenta.
Era uma boa noite para sonhar, mas eu apenas dormi profundamente. Não precisava de mais nada.

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