05/03/2014

One Moment

Venha aqui.
E eu fui, meio andando e meio correndo. Não sei explicar o que se passava na minha mente. Na verdade, eu sei. Eu não pensava em nada. Tudo era só sentidos. Isso, sentidos. Depois do primeiro contato ao estar entre seus braços, me senti voltando a base humana dos quatro sentidos; olfato, paladar, audição e tato.
Até 24h atrás eu ainda dizia aquela mesma lorota 'somos apenas amigos'. Que tolice. Nós somos amigos, mas a energia e a atração que sinto por você, está no meu caderno pessoal de recordes. Seu olhar me abrasa; a um mero toque seu, sinto correntes de desejo pelo meu corpo; o som de sua respiração ao pé do meu ouvido, me faz suspirar e lembra-me o quanto preciso agradecer por você existir; o gosto da sua pele, dos seus lábios, é o melhor vício da minha vida.
A medida que passo pelos meus dias, meses, anos, eu coleciono pessoas, lugares e sentimentos. Experimento tudo intensamente e profundamente, como se fosse uma dose única de cada experiência. Este é o meu hobbie.
Por tu ser essa pessoa, por este momento, você ocupa várias páginas no meu álbum, querido.
Não anjo, tu não serás apenas mais um.
Neste álbum, vivo cada pessoa e momento como se fosse único, e faço o meu possível para que algo tão bom seja mais do que um momento... Mas eu também aceito as regras da vida e do destino. O que há de ficar, ficará; mas o que não pertence, será apenas lembrança.
Acho que jamais sentirei novamente algo tão puro e simples por alguém. Eu quero tanto que você fique. Pegue uma cadeira Paixão, sente-se, prometo que esta minha bagunça irá se arrumar, fique.
Eu desejo tanto que fique, mas você insiste em ser apenas uma lembrança.
Pois bem, acredite ou não, você faz parte das minhas lembranças mais bonitas.
E naquele momento, eu soube dizer sim, e observar meu corpo e coração se tornar parte de outra pessoa além de mim.

Um comentário:

baby crocodile disse...

Ah, esse desejo mais forte do que nós de sentirmos o outro na nossa pele e a sua invasão ser, de repente, tudo o que temos. E, depois, no adeus, é como se as nossas asas se quebrassem caindo de tristeza sobre o chão.