20/05/2017

I have to

Peito apertado, dificuldade em respirar, o vento soprava seus cabelos e era possível ouvir passos logo após de si. Ele começou a correr. Desejava fugir de todas estas sensações dentro de si. 
Eles se conheceram e varias notas de amor cantaram ao longo do tempo. Eles se tocavam mutualmente em partes da alma, e era lindo. 
Todos vivemos em épocas de auto conhecimento e evolução. A cada dia.
E os anos se passaram para eles, e ainda, apenas partes da alma se tocavam. Pelo alinhamento das estrelas, das órbitas, do ritmo do mar, do vento sazonal... não foi o suficiente.
Como conhecer um todo, como ser um todo quando o foco é apenas em algumas partes? Não foram feitos de partes. E todas as partes ignoradas choravam, clamavam por estar a luz, por um ser inteiro novamente.
Parado em frente ao mar, de olhos fechados.
Logo atrás dele ela disse "Mathew..."
"Não. Você não me conhece. Você não me conhece nenhum pouco. Eu não sou feito de partes. Eu quero poder ser inteiro novamente."
Não parecia ser algo cabível ou compreensível a se dizer a um outro alguém, mas desta vez não houve filtro, não houve análise, espera, estudo ou qualquer outra ação que nos impede de dar voz aos pensamentos crus e ter a oportunidade de magoar um outro alguém. Era isso. Não estava havendo mais sanidade. E esta era uma constatação que abalava toda a sua estrutura.
"Sinto muito. Eu preciso ir."

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